O encontro como cultura

“Um casal de esposos, que experimenta a força do amor, sabe que este amor é chamado a sarar as feridas dos abandonados, a estabelecer a cultura do encontro” — deste modo se expressa o Papa Francisco na sua recente Exortação Apostólica “A alegria do amor” (n. 183).

A expressão do Papa é reveladora, e convida-nos a cultivar o encontro como realidade central da existência humana: encontro com Deus e com os outros. Mas, mais do que um conjunto de “encontros”, o Papa Francisco convida-nos a criar uma “cultura”, ou seja: um modo de viver, de ser, em que percebemos o “nós” como sujeito, em que percebemos o outro como alguém essencial na nossa própria vida e em que nos percebemos como importantes na vida daqueles que nos rodeiam.

Esta “cultura do encontro” tem muitas expressões. Urge que elas não passem por nós desapercebidas. Mas a família cristã é, por excelência, um dos lugares primeiros onde nasce esta cultura.  

+ Nuno, Bispo Auxiliar de Lisboa  

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