Namorar e logo se vê ou namorar para casar? (1/4): Compromisso.

por António Pimenta de Brito (Outubro 2018)


Depois de lançarmos o site datescatolicos.org, lembro-me de duas executivas de empresas que me comentaram, “António, compreendo a criação do site, mas “Casamento”? Tão forte! O namoro tem de dar logo em casamento? Porque não se fala de “compromisso”?”. Compreendo a pergunta e até concordo em parte. Nem todos os namoros têm de dar em casamento, muitas vezes começamos e depois chegamos à conclusão de que não é por ali. Agora, as executivas penso que têm outra ideia em mente. Vou tentar entrar na forma de pensar delas, a qual me parece uma coisa diferente. Há alguém de quem gosto e posso até começar uma relação, mas esta reduz-se àquilo, não há futuro. Até tem componentes positivas, como o compromisso, mas como dizia Vinicius de Moraes, é “enquanto durar”.

O casamento católico é algo de diferente. “Na saúde e na doença”. Quando me sinto bem ou mal, pois o amor não é apenas um sentimento, é também uma decisão. Decido-me por aquela pessoa, no matter what. Por isso é que é tão importante o namoro e que este não venha imbuído do que não é, um “passar tempo”, pois se se basear sempre em prazer, não vai durar, pois, o casamento tem muitas provas e muitos momentos de ausência de prazer, o que não significa que não haja amor e muita felicidade.

E eu pergunto, o que vale um “compromisso” que basicamente diz isto: eu comprometo-me, eu acredito em ti e amo-te, quero ficar contigo, mas até ver. O que vale este amor? Não vale “poucochinho”, como se diz em Portugal?

 

Não perca o próximo texto, "Namorar e logo se vê ou namorar para casar? (2/4): Sonho".

Ver todas as novidades